PCB apóia marcha do MST na fronteira

Primeira atividade pública do PCB/Foz após sua reorganização, em 25 de março de 2009

Claudio Reis

No dia 26 de março de 2009, o Partido Comunista Brasileiro de Foz do Iguaçu, esteve presente em solidariedade aos trabalhadores rurais brasileiros e paraguaios, em ato público ocorrido na Ponte da Amizade.

A manifestação guiada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), do lado brasileiro; e pela Via Campesina, representando os camponeses paraguaios, transcorreu sem qualquer incidente grave com as forças do Estado. Ainda que tenha havido certa intimidação simbólica por parte do corpo policial, sempre bem equipado com roupagem e armamento pesado, os trabalhadores se expressaram por meio de palavras de ordem que legitimam sua organização político-social.

O MST, mais uma vez demonstrou maturidade política e cultural. Sua marcha sempre disciplinada e determinada atraiu as atenções de todos que ali estavam, demonstrando que a luta social é possível sim, e viável. Por algumas horas, fizeram os indivíduos pensarem para além da espontaneidade do cotidiano, mesmo entre aqueles que se dirigiam através de insultos e rejeição. Mesmo entre esses, o MST conseguiu provocar algum tipo de ação, aparentemente inexistente. E este é um elemento importante de se ressaltar, pois isso mostra que as contradições sociais estão vivas e atuantes – apesar da ideologia da classe dominante dizer o contrário.

Como se fosse uma faca afiada, o MST em sua passagem cortou a sociedade naquele exato momento expondo os conflitos dissimulados. O vai e vem caótico do cotidiano, para assistir a política passar. E neste instante o olhar de admiração, ainda que tímido, misturou-se com aquele mais raivoso. O silêncio misturado com os gritos isolados de hostilidade deu a justa dimensão do amontoado de idéias existentes no mundo social.

Em detrimento de manifestações isoladas de caráter fascista, o MST e a Via Campesina deixaram claro que estão unidos para o enfrentamento do problema agrário existente nos dois países. Problema central para inúmeros movimentos político-sociais da América Latina.
Esta unidade é de fundamental importância para o avanço da luta popular e progressista para ambos os lados. A troca de experiências contribuiu fortemente para a compreensão dos seus próprios desafios. Como toda luta popular-nacional nunca está isolada da luta popular-mundial, a unidade político-cultural dos envolvidos é sempre um elemento de avanço contra o sistema do capital.

Ainda que possam existir particularidades em cada caso, a tradução das experiências vitoriosas para outros movimentos internacionais pode em alguns casos decidir os rumos da luta específica efetivada em determinada vida nacional.

O Partido Comunista Brasileiro defende essa postura político-cultural e busca, neste momento, ser um elemento ativo para o seu fortalecimento. Certamente que em Foz do Iguaçu essa tarefa é ainda mais urgente e necessária.

■ Claudio Reis é militante do PCB.

(Fotos: Carlos Miskalo e Bertok)
Serviço
PCB Foz do Iguaçu
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