Estatuto do Servidor: Modelo da iniciativa privada não serve para administração pública


A polêmica sobre as mudanças no Estatuto do Servidor continua em Foz do Iguaçu. Depois da audiência pública realizada em março, pipocaram reuniões setoriais e articulações nos bastidores na tentativa de convencer o funcionalismo público a aceitar as imposições do prefeito Paulo Mac Donald Ghisi (PDT).

O PCB reforça sua posição emitida no começo deste ano e relembra a fala da professora e militante comunista Silvana Souza feita durante a audiência promovida na Câmara de Vereadores. O Partido Comunista Brasileiro defende como inviável qualquer tentativa de mudanças na legislação municipal usando a face mais selvagem do capitalismo.

Para Silvana Souza, existe uma diferença da natureza das atividades públicas e privadas. Aplicar a Lógica Meritocrática (sistema de reconhecimento baseado no mérito) pode parecer justo, mas sob a lógica do capital, onde o objetivo é o lucro, acumulação de riquezas.

“Essa justiça existe só para o capital, não para os trabalhadores. Na correlação de forças, muitas vezes o trabalhador não consegue se contrapor e acaba obrigado a se submeter a uma lógica destrutiva, alienadora e, muitas vezes, doentia de trabalho por metas e pela produção”, afirma a militante.

Silvana defende que, ao transpor o modelo privado para a esfera pública, o governante obrigará o trabalhador a acordar e dormir pensando nas ditas metas. “Isso é absolutamente inadequado para o serviço público. Essa é a lógica da iniciativa privada. E a transposição linear para a administração pública não serve, é inadequada. Portanto essa Lógica Meritocrática não é discutível, é simplesmente indefensável”, concluiu.Servidores lotaram Câmara de VereadoresNídia Benitez, presidente do Sismufi

Faixa manda recador direto para o poder público municipal

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